Impressões sobre o gravador de áudio digital Zoom H6

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Zoom H6 operando com microfone Mitra 3D Mic Pro, Mitra Beamer Pro e o modelo X/Y em três diferentes trilhas de áudio. Vale citar que esse modelo opera com quatro pilhas AA e prevê uma autonomia de 20 horas

Zoom H6 operando com microfone Mitra 3D Mic Pro, Mitra Beamer Pro e o modelo X/Y em três diferentes trilhas de áudio. Vale citar que esse modelo opera com quatro pilhas AA e prevê uma autonomia de 20 horas

Quando decidi voltar a Porto Alegre, eu sabia que o ritmo do trabalho seria outro. Então pensei em dar continuidade a um projeto pessoal que tem como objetivo levar fotógrafos amadores e profissionais iniciantes para campo. More

Incêndios

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No último post, falei de minha nova Gopro Hero 3 e comentei a possibilidade de postar imagens em vídeo desta nova câmera. Conforme prometido, mostro para vocês um pequeno vídeo editado com os bastidores da matéria que estou produzindo, junto com a jornalista Luana Lila, More

Novos desmatamentos na região amazônica

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Aqui posto algumas fotos feitas durante meu último sobrevoo pela região amazônica. As fotos têm sido publicadas em vários jornais do Brasil, como registro de denúncias de novos desmatamentos nos estados do Pará e Amazonas. Durante esse trabalho, atendi um pedido de um amigo que havia solicitado imagens em vídeo do meu trabalho de campo. Mais uma vez, usei a Sony HX30V para captar imagens. Já em casa, fui brincando com algumas cenas e resolvi editar um clipe mostrando um pouco do que venho fazendo nesses últimos 12 anos de sobrevoo.

 

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Microfone Mitra 3D Pro: captação como a de ouvidos humanos

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Sou iniciante na produção de multimídia e, pior, desprovido dos superpoderes de pós-produção. Mas isso não me impede de buscar ferramentas para garantir qualidade na captação – Foto: Pedro Malamam

Durante minha adolescência, tive a sorte de imergir no universo da musica clássica e, como disse ao maestro Telmo Paulo Jaconi da Camerata de Porto Alegre, isso não me fez um profundo conhecedor da música, mas fez com que eu aprendesse sobre a influência dela no comportamento humano. More

Reflexões sobre o projeto Rio sem Bordas

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O Projeto Rio sem Bordas não foi aprovado, pois não conseguiu atingir o financiamento mínimo. Estou aqui pensando nos erros que cometi e percebo que foram vários.  O principal foi não ter seguido a minha intuição. Pelos comentários que eu havia recebido, tudo me levou a crer que o valor solicitado seria alcançado com muita rapidez. Mas aconteceu o contrário.

Tudo isso me fez lembrar de um acontecimento de cerca de 20 anos atrás. Naquela época, era comum eu ouvir da minha mãe e do resto dos familiares que minhas fotos eram lindas, dignas de calendários da Seicho-no-ie. Tais comentários me deixavam temeroso.

Então, durante a cobertura de um desfile, uma amiga produtora de moda me apresentou para um fotógrafo de São Paulo. Ele havia morado alguns anos em Los Angeles, estava passando uns dias em Porto Alegre e também iria fotografar o desfile.

Logo vi a possibilidade de o meu trabalho ser submetido à avaliação de um profissional e perguntei se poderia trazer alguns cromos para ele fazer algumas críticas. No dia seguinte estava eu lá, correndo para achá-lo. Assim que entreguei a cartela,  ele ergueu meus cromos em direção à fonte de luz. As críticas vieram através de questionamentos e, assim, minutos se tornaram horas, em que cada bendito cromo foi questionado.  “O que você quer dizer com esse telhado? Essa vaca, por que está aqui?”

Lembro-me que fiquei um pouco sem chão, como se tivesse que jogar todas as fotos dignas de calendário no lixo e começar tudo do zero.  Eu não me senti derrubado, creio que tenha sido pelo fato de que eu nunca havia construído um altar com as minhas fotos – e ele estava fazendo justo o que eu havia pedido.

Infelizmente, passado o desfile, nunca mais reencontrei esse fotógrafo, tampouco me recordo o nome dele. Sinto por nunca ter conseguido dizer o quanto sou grato pela sua avaliação, pela atenção, respeito e poder dizer que ainda hoje os seus questionamentos seguem ecoando antes e depois de cada foto.

Então, o fato de não ter conseguido completar o financiamento deste projeto me fez reviver esse momento do passado, pois me senti submetendo algo meu para uma avaliação geral. Muitos gostaram, e fiquei surpreso com o número de pessoas que compartilharam em suas redes, dos inúmeros comentários e do fato de que, 24 horas após ter sido publicado no Vimeo, o vídeo havia sido visto 1.500 vezes.

Agora me limito a repensar. Sigo com meu objetivo de levar iniciantes de fotografia para campo, seja na Amazônia ou no sul do Brasil. Quero aproveitar a experiência que adquiri em fazer transmissão ao vivo de lugares remotos e poder fazer com que esses fotógrafos compartilhem suas experiências direto do campo, em tempo real, para Brasil e para o mundo.  Mas, antes de tudo, me sinto no dever de cumprir com pelo menos parte do que havia proposto a fazer com Giordanno Bruno e Pedro Malamam.

Grupo de trakkers retornam do acampamento de Plaza de Mulas, no Parque Provincial Aconcagua

A dupla de paulistanos André Dario Mareira Serrano (esquerda) e Fred Tamashiro chama minha atenção: mesmo sem terem feito a ascensão ao cume, ambos retornam da montanha com sorriso estampado no rosto

André conta que foi vítima do Mal da Montanha, no acampamento Nido de Condores. No mesmo instante em que os médicos ordenaram sua evacuação para altitude mais baixa, Fred (direita) desistiu do cume a desceu a montanha ao lado do amigo

Minha filha observa com admiração os novos amigos, que ficaram conhecidos como “os meninos que vieram da montanha com neve”. Eu também fiquei admirado, mas por saber que o que para muitos seria um motivo de fracasso, para esse dois foi motivo de fortalecimento da amizade

Projeto Rio sem bordas

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No livro O Futuro da Vida, de Edward Wilson, uma frase sempre me chamou atenção. Ela foi dita por John C. Sawhill: “No final, nossa sociedade será definida, não pelo que criamos, mas pelo que nos recusamos a destruir.”

Então me lembro do que a fotógrafa Nair Benedicto me disse, quando comentei que havia doado uma lente de back-up para um iniciante da fotografia. “Baleia, não é o valor da lente, mas fazer com que ele se sinta acreditado”. Logo, pensei comigo mesmo, ela compreendeu para onde eu quis levá-lo.

Eu também passei por isso. No início da profissão, por várias vezes o meu horizonte foi destruído. Quem me ajudou a reconstruí-lo foram pessoas que acreditavam em mim e no meu trabalho.

Sabendo que os iniciantes serão desacreditados até o último momento pela lógica dos editores, que fazem o fotógrafo pensar que o nome nos créditos de uma fotografia é o que mais vale, não posso ficar indiferente. Essa cultura brasileira faz com que o fotógrafo comece sua profissão investindo tempo e energia em inflar o próprio ego, e todos sabemos como essa história acaba.

Acreditando que essa cultura pode ser mudada e que ninguém merece ter seus sonhos destruídos, resolvi escrever um projeto no Catarse.me. O projeto “Rio sem bordas” busca trazer dois jovens fotógrafos à Amazônia para aprender a olhar a realidade da região sem estereótipos. Ao lançar essa ideia, pretendo estimular esses iniciantes da fotografia a acreditarem na própria carreira, além de desenvolverem seu próprio olhar da Amazônia, uma região que sofre com a viciada visão sobre o exótico.

A cheia no Amazonas e a cobertura da imprensa

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Logo que se iniciaram os rumores de que a cheia deste ano seria maior que a cheia de 2009, percebi que o telefone não pararia de tocar. Tenho consciência de que, ao sair de casa para documentar pessoas que estão passando por uma situação crítica, é muito provável que eu serei mais um intruso com uma câmera na mão.

É importante saber que quando o objetivo do trabalho é atender à demanda por notícia diária, o corre-corre vai ser grande. E na Amazônia, onde o fuso horário me coloca uma ou duas horas atrás do horário de Brasília, eu já acordo atrasado.

Logo, a cobrança pelo envio das imagens é muita e a cobertura se torna muito mais delicada, já que essas pessoas só recebem visita da imprensa ou do prefeito em ano de eleição. Apontar a câmera em direção a elas representa uma invasão bem maior do que nos grandes centros urbanos. Sendo assim, eu tento compensar essas ações que aqui se tornam mais agressivas que o habitual.

Pude sentir um pouco do meu próprio veneno quando estava fotografando Rafael Barbosa de Souza enquanto ele elevava o telhado para levantar um segundo piso (maromba) de sua casa na beira de um igarapé de Manaus. Entre conversas e o disparo da câmera, vi vários barcos trazendo jornalistas que estavam cobrindo o fato e todos passaram sem sequer dar um “oi” para Rafael e para mim, que também estava ali. Nesse dia me senti do outro lado da jaula, sendo fotografado pelos “turistas”. Isso também me fez ver minha própria imagem em um daqueles barcos, uma vez que também já fiz fotos sem dar “um alô”.

Tento me espelhar em alguns colegas como, por exemplo, dois velhos amigos correspondentes da TV Al Jazeera. Em 2009, pude acompanhar o modo como trabalhavam durante a cobertura da seca no Manaquiri. Desta vez não foi diferente: faltando 30 minutos para entrar no ar, ali estavam eles, o repórter Gabriel Elizondo, andando pelas passarelas e jogando conversa fora com as pessoas, e a cinegrafista Maria Helena com seus cases ainda fechados conversando com as pessoas da casa que estávamos usando como base.

Somente 15 minutos antes do horário previsto vejo Maria Helena buscando o sinal do BGAN e Gabriel ainda na conversa, perguntando para as pessoas que encontrava onde estava o morador que ele tinha entrevistado no dia anterior, pois queria mostrar como tinha ficado a reportagem. A atitude desses dois sempre me faz lembrar do tempo que devemos despender, não para nós, mas para cultivar o respeito com aqueles que nos permitiram publicar suas histórias.

Sigo aqui ainda sendo solicitado para cobrir os efeitos da cheia recorde, que hoje marca 29,90 metros. Domingo, pela manhã, foi minha última cobertura ao documentar o protesto de um grupo de pessoas que aproveitaram para questionar os impactos no clima que mudanças no Código Florestal podem trazer para os ecossistemas, como essa cheia, por exemplo.

Aproveitei essa cobertura para testar o recurso de vídeo da nova câmera Sony HX30V e compartilho o resultado com vocês, abaixo.

A cheia do Rio Negro, no Amazonas

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Rio Negro sobe mais dia após dia. A previsão é que, entre 13 e 14 de maio, o nível do rio supere o recorde de 29,77 metros batido na cheia de 2009. Nestes últimos dias tenho corrido pelas ruas de Manaus e por outras cidades aqui perto atingidas pelo aumento do nível das águas. Venho documentando em fotos, mas o forte foi a produção de duas matérias, que sugeri para agência Reuters TV, veja a seguir.

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