fotografia

Não se faço… Mas para quem faço.

Não se faço… Mas para quem faço.

Share

Depois de rodar cerca de 1300 Km por estradas do sul como assistente do Raul Krebs durante uma campanha publicitária para agência Escala, foi a vez de aceitar o convite do Renato Grimm para uma rápida incursão ao Parque Nacional da Lagoa do Peixe.
Aproveitei a ida ao litoral para dar continuidade a busca por imagens para uma campanha publicitária de um fabricante de câmeras fotográficas. Uma campanha bastante diferente, em que o anúncio tem mais de 30 anos de veiculação. Nela, os fotógrafos precisam ter experiência com vida selvagem e conservação e têm total liberdade na criação e no prazo de produção das imagens. Essa foi a forma que a empresa criou para estimular os fotógrafos a investirem na produção de fotos de espécies ameaçadas.
Durante as viagens lembrava de uma pergunta que geralmente escuto de alguns publicitários quando sou visto em um set de uma campanha: “Mas você faz foto publicitária?’’
Gostaria de usar duas frases ditas por dois diferentes clientes meus: uma pelo assessor de comunicação de um banco norte americano de micro crédito e outra de um cliente que estava na Índia.
“Te chamei pois haviam me dito que você não tem problemas para dormir em qualquer lugar”, disse o primeiro, referindo-se ao fato dos clientes do banco estarem em áreas mais necessitadas. “Provavelmente todos serão detidos, mas sei que você não tem problemas com isso, os detalhes eu te conto quando você chegar”, disse o segundo.
Escolhi essas frases para explicar que as campanhas de comunicação das quais participo são diferentes das habitualmente solicitadas pelos clientes das agências. A estratégia de comunicação também é diferente, na maioria das vezes feitas através da notícia, ganhando espaço nos meios de comunicação de todo mundo, produzindo imagens para sites e somente depois as fotos servem de referência ou acervo para o uso das agências publicitárias.

Bom, mas sobre a pergunta “se eu faço fotografia publicitária”, creio que sim. Mas digo que vai depender muito dos valores e objetivos do cliente.

 

DCIM100GOPRO© 2014 Rodrigo Baleia
Conhecido de longa data o amigo Raul Krebs conhece meu ponto fraco, bastou dizer que a campanha iria mostrar pessoas reais,  para que eu embarcasse em uma longa viagem pelas estradas do Rio Grande do Sul. More

Energia portátil

Share


PowerBox 600HD alimenta computadores e gera energia suficiente para recarregar as baterias das câmeras fotográficas. O equipamento associado a um painel solar garante autonomia de energia em regiões isoladas ou em ambientes desprovidos de rede elétrica. Coordenadas: Latitude: 2,44.8743S Longitude:60,25.8743W

O assunto deste post é o sistema de energia portátil que venho usando para alimentar computadores e carregadores de bateria. Esse sistema consiste em uma bateria de 12 V com inversor de voltagem de 12V para 115V já acoplado, além de outros tipos de acessórios (dependendo do modelo e do fabricante).


Alguns equipamentos podem ser recarregados diretamente em painéis solares, mas é necessário diferentes adaptadores para diferentes equipamentos. A energia de 115v gerada pelo inversor de voltagem do PowerBox ajuda a minimizar os acessórios e também possibilita o armazenamento de energia para ser usada após o pôr do sol – Foto de Caroline Donatti. Coordenadas: Latitude: 3,5.3959S Longitude:60,11.8188W

Optei pelo Inversor Xantrex MotoMaster PowerBox 600 HD que é distribuído no Brasil pela Unitron. Esse modelo tem uma bateria de 12V e 28 Ah, com  inversor de voltagem que oferece 115v/60Hz com 600W, vem com alguns acessórios como cabos de partida rápida de emergência (famosa chupeta), um pequeno farolete que pode ser usado como iluminação auxiliar e um rádio AM/FM. Mas já adianto que esse último item não deve ser levado em conta. O que mais me agradou nele foi a potência do inversor e a autonomia de carga oferecida pela bateria de 28Ah.

Em um trabalho de campo com recarga de 100%, esse sistema disponibilizou energia 115V, suficiente para recarregar duas baterias da Canon 5D Mark II e a do Terminal (BGAN Modelo Wideye Sabre -1), além de gerar energia para trabalhar no laptop por mais de 5 horas.

Para que essa bateria garanta os 12 V com os 28Ah (que possibilita uma longa autonomia) ela tem que ser maior. Consequentemente é necessário uma maior quantidade de chumbo e, por isso, seu peso chega aos 13kg. O inconveniente é que o chumbo deve ser tratado com cuidado e devidamente descartado, pois é poluente, mas o fator do risco de contaminação ambiental é baixo se usado com o cuidado necessário e muito menor quando comparado ao uso de geradores movidos a gasolina.

A recarga do PowerBox pode ser feita através de um pequeno carregador (vem  incluído), ligado na rede de energia convencional (110V), no acendedor de cigarros de um automóvel (12V), ou como eu tenho feito em campo, através de um painel solar.

Autonomia de energia elétrica e paineis fotovoltaicos

Share


Painel Solar BRUNTON, Solaris™ 52 sobre um gramado. Paineis solares
podem garantir a geração de energia em regiões isoladas ou afectadas
por falhas na transmissão de energia.

Um problema comum à grande maioria dos fotógrafos que se aventuram por lugares remotos ou inóspitos é o abastecimento de energia elétrica que varia do inexistente ao comprometido. A fotografia digital fez com que a energia elétrica se tornasse um fator limitante para o desenvolvimento do nosso trabalho. Hoje, além de recarregar as baterias das câmeras temos que recarregar ou ligar nossos laptops.

O uso de pequenos inversores de voltagem, já citado em posts anteriores – que a partir de uma bateria de 12V fornece energia de 110v e 120 watts – possibilita recarregar as baterias e operar alguns equipamentos que necessitam de alimentação.


O painel pode ser posicionado de forma a receber maior incidência da luz solar.

Inversores de voltagem podem ser usados em baterias de 12V no meio da floresta, por exemplo, mas vale lembrar que a bateria também depende de recarregar e mais uma vez se faz necessário uma fonte de energia. Essa fonte de energia em um automóvel fica por conta do alternador.

Sendo assim, estudei duas opções que podem garantir maior autonomia de energia elétrica. A primeira é um pequeno gerador movido a gasolina que tem como pontos negativos o uso e a dependência de combustível fóssil, a necessidade de logística extra para o transporte e armazenamento de combustível e o barulho gerado por esses aparelhos. Assim, minhas atenções voltaram-se para uma segunda opção, que é a energia gerada através de painéis fotovoltaicos que possibilitam manter carregado um sistema de energia portátil.


Equipamento como laptop e carregadores de bateria demandam produção de energia.

Em dois posts consecutivos vou comentar sobre esse sistema que garante a autonomia de energia elétrica.

O painel solar flexível da BRUNTON+, o Solaris™ 52, é leve (cerca de 1,6 kg) e de fácil portabilidade, e por ser flexível possibilita ser instalado em diversas superfícies. Confeccionado com material resistente a chuva pode permanecer instalado nas mais adversas condições de tempo.


Três diferentes adaptadores acompanham o painel da BRUNTON, entre eles, um tipo acendedor de cigarros.

A BRUNTON tem grande linha de painéis solares portáteis, mas o Solaris™52+ é o único que oferece 12V com 52Watts e 3200mA, o que, segundo o fabricante, possibilita que uma bateria de automóvel de 12 V seja carregada entre seis e oito horas. Em alguns testes que fiz pude ter a confirmação da praticidade, bem como a rapidez para recarregar baterias de automóvel.

Alguns aparelhos podem ser ligados diretamente a ele, mas é aconselhável usar um regulador de tensão. Isso, no entanto, é dispensável, caso você tenha um sistema de energia portátil.

Identificação das fotos na região da Amazônia

Share

Um problema que enfrento na região da Amazônia é identificar com precisão o local em que fiz a fotografia, seja em uma viagem de barco ou nas documentações aéreas.

A intensificação do local se torna algo subjetivo e, quando o trabalho tem valor científico ou de denúncia, isso pode se tornar um problema. Sendo assim, meus próximos esforços e investimentos serão em mecanismos que me possibilitem o georeferenciamento das imagens produzidas em campo.

Já fiz uns testes com alguns arquivos gerados pelo SPOT. Com auxílio de um programa, as coordenadas geográficas (latitude e longitude) são inseridas diretamente no metadata da imagem. Como o SPOT gera sua exata localização de 10 em 10 minutos, o posicionamento do intervalo fica estimado. Em voo, estamos falando em uma área de 60 Km².

Para resolver isso, vou operar com um GPS (Global Positioning System) de alta sensibilidade que vai gerar um track a cada 2 segundos, me dando uma maior precisão do georeferenciamento. Também vou fazer testes com outro Sistema de Posicionamento Global que fica acoplado diretamente no encaixe do Flash e gera um arquivo a cada disparo feito na própria câmera.

*Fotos: Em único dia é possível voar cerca de 2000Km de floresta. Pedir ajuda para o navegador pode ser uma ótima ideia, mas isso é possível somente quando disponho de um navegador.

Terminal BGAN

Share


Foto: Canon EOS 40D  – Lente 16mm – f/ 5.6   Velocidade:1/320  ISO 100

Semana passada recebi meu terminal BGAN, fruto do meu contrato com a TESACOM. Sendo assim, essa semana será corrida, pois tenho que fazer os testes necessários para operá-lo. Na verdade, é bastante simples, mas tenho que saber o tempo que leva para enviar fotos usando o programa FTP.


Foto:  BGAN durante transmissão ao vivo da visita do Príncipe Charles a Manaus para a rede de TV Britânica Sky News. Canon EOS 5D MarkII – Lente 80mm – f/ 2.8   Velocidade:1/640  ISO 200

Bom, sobre o BGAN, ele nada mais é do que um terminal ou uma antena que possibilita um link direto com o satélites da INMARSAT e obtêm conexão de internet com velocidade de banda larga e linha telefônica ao mesmo tempo.

A aquisição deste equipamento não é apenas um diferencial, uma vez que transmitir fotos pode se tornar uma tarefa difícil em Manaus – e impossível nas regiões isoladas.


Foto: Canon EOS 5D MarkII – Lente 200mm – f/ 3.5 Velocidade:1/640  ISO 200

Com esse equipamento é possível transmitir a notícia de lugares remotos, que podem variar do interior da floresta Amazônica até um acampamento na base do monte Aconcágua (bom, o topo requer um bom preparo físico). Nas próximas semanas está previsto o acompanhamento do trabalho de pesquisadores. Então, pretendo fazer valer o investimento e poder mandar notícias diárias direto do interior da floresta para as agências Folhapress, Estado e, claro para, o site da National Geographic Brasil.


Foto: Canon EOS 5D MarkII – Lente 200mm – f/ 3.5  Velocidade:1/640  ISO 200

Enquanto isso, é possível ver o funcionamento do sistema BGAN no site da National Geographic Adventure, que está veiculando diariamente os vídeos de uma expedição no Monte Everest.

Share