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Behind the scenes – Por que usar iPhone 7 Plus para gravar SIMBIUS.

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Esse vídeo lançado no dia Mundial da Terra foi um teste de um projeto desenhado por mim e minha esposa, que busca unir novas tecnologias e as redes sociais para estimular e fortalecer laços de crianças com o mundo natural e com outras culturas.

 

Neste trabalho, minhas pretensões iniciais se resumiam em ter minha filha ao meu lado no momento da idealização e no momento de gravar com os pescadores. Ao tê-la ao meu lado no início, pude fazer com que ela percebesse o quanto considero importante suas colocações. Ao reencontrar velhos amigos, pude fazer com que ela provasse as manifestações de carinho que sempre me foram dadas assim como fazer com que ela desenvolvesse suas próprias relações.

Vários motivos me fizeram optar pelo iPhone para a produção deste vídeo. O primeiro foi incentivar minha filha a criar uma relação com esse equipamento percebendo-o como uma grande ferramenta, capaz de produzir histórias em altíssima qualidade, de forma simples e difundi-la em uma escala global.

Ser discreto. Esse foi o outro motivo por optar pelo iPhone. Para documentar o modo de vida de outras culturas é necessário ser discreto. Quando falo descrição não me refiro a ser furtivo na captação de imagem, mas ter cuidado para não montar um circo no meio de comunidade. Creio que não existe outro equipamento como iPhone 7 Plus, que seja capaz de caber no seu bolso, com condição de produzir fotos e vídeos (4K) com tanta qualidade e praticidade, e claro, agilidade no deslocamento.

Aguardem a continuação deste projeto usando o iPhone 7 Plus para produzir imagens de outras espécies de animais selvagens. Um desfio que vai ter que contar com muita criatividade e, para isso, nada melhor que mente fértil de minha filha.

Aproveito para comentar sobre o uso de alguns acessórios que usei na produção do vídeo.

Nesse vídeo tive que ficar próximo aos pescadores, me movimentando o tempo todo para não interferir nas ações deles. Então optei por substituir o tripé por um estabilizador de imagens DJI Osmo Mobile. O Osmo foi determinante para estabilizar imagens captadas, às vezes usando a tele (2x) do iPhone 7 Plus outras, a tele (2x) Olloclip Active Lens.

O DJI Osmo Mobile é sem dúvida um excelente estabilizador. Trabalhei na beira da praia sob vento forte, fiquei impressionado como ele é capaz de compensar a ação do vento. Mas tive problemas para fazer o balanço ao usar a Olloclip. Essa lente é pesada e faz com que o telefone pese mais do que o previsto para Osmo Mobile. Tive que resolver o problema fixando um contra peso no braço do Osmo .

 

Usei a Olloclip Active Lens somente na lente tele 2x, uma vez que a grande angular causou deformidade nas imagens e que não me agradaram (efeito olho de peixe). A Ollocip não trabalha muito bem no iPhone 7 Plus, pois não funciona no modo retrato e tampouco funciona com a tele do iPhone 7 Plus. Pensei que pudesse somar a lente 2x do Iphone 7 Plus com a 2x oferecida pela Olloclip, mas não funciona. A qualidade da tele de 2x é ótima no centro da imagem, mas as bordas perdem qualidade ótica.

 

Olloclip com lente telephoto 2X

Olloclip com lente telephoto 2X.

 

Foi necessário criar um sistema capaz de contrabalançar o peso da lente Olloclip

Foi necessário criar um sistema capaz de contrabalançar o peso da lente Olloclip.

 

 

 O primeiro contrapeso que usei foi usando um batata. Mas logo substitui por um parafuso com jugo de parcas fixado com velcro

O primeiro contrapeso que usei foi usando um batata.
Mas logo substitui por um parafuso com jugo de parcas fixado com velcro.

As pessoas preferem acreditar do que saber.

As pessoas preferem acreditar do que saber.

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É cada vez mais comum ver pessoas assustadas ou perdendo a fé na humanidade. Esse sentimento de descrença não é de hoje. Ele parece ser maior, pois aquela noticia carregada de sangue que deixa o pessoal do departamento comercial dos meios de comunicação pulando de alegria, agora ganha voz (views) através das nossas redes sociais.

Já fazem 4 anos que não ligamos TV em rede aberta ou por assinatura, isso é tanto quanto contraditório na casa de um casal que trabalha com jornalismo.

 
Um dia chuvoso de inverno pesquisadores desembarcam na Ilha dos Lobos no litoral do Rio Grande do Sul, por horas ele permanecem na ilha coletando fezes de pinípedes e vestígios de outras espécies que frequentam a ilha, que é menor unidade de conservação do Brasil. Enquanto fotografo o grupo confortavelmente abordo de barco, fico me perguntando, onde o ser humano esta disposto a ir para buscar o conhecimento.

Em um dia chuvoso de inverno, pesquisadores desembarcam na Ilha dos Lobos no litoral do Rio Grande do Sul. Por horas permanecem na ilha coletando fezes de pinípedes e vestígios de outras espécies que frequentam a menor unidade de conservação do Brasil. Enquanto fotografo o grupo confortavelmente abordo de um barco, fico me perguntando, aonde o ser humano esta disposto a ir em busca do conhecimento.

Bom, gostaria citar todos os motivos pelos quais me decepcionei com o jornalismo diário, mas a lista seria longa. Posso adiantar que isso vem deste de 1991 quando percorria o litoral do Rio Grande do Sul como pesquisador do Gemars. Nessa época, a impressa local buscava colocar sangue em suas coberturas ao tentar tirar de nossa boca alguma acusação que podesse culpar os pescadores artesanais pela morte de golfinhos e baleias encontrados mortos. Mas a convicção só veio quando participei da cobertura do incêndio na Boate Kiss em Santa Maria, onde o desrespeito por parte dos colegas jornalistas eram anunciados pelos gritos dos famílias das vítimas, ele gritavam: “Sai daqui, urubu”.

Santa Maria foi o ponto de virada para eu deixar de ser conivente com essa lógica da imprensa brasileira de agradar o departamento comercial. Foi quando passai a editar não só as fotos ou vídeos que envio aos meus clientes, mas quando a edição começou a ser aplicada para minhas fontes de notícias e para quais notícias são dignas de ganhar voz em minhas redes. Admito que cometo escorregões, mas, logo busco excluí-las.

Por muitas vezes sobrevoeis garimpos na Amazônia e por anos julguei essas pessoas de um único ponto de vistas. Em dezembro de 2010, imprevistos nos impossibilitaram de acampar no Monte Roraima, o plano “B” nos levou a acampar nos fundos de um quintal. Nossos anfitriões eram nada mais que casal de ex-garimpeiros de diamante. O carinho que recebemos, me fez sentir vergonha dos meus julgamentos. Com certeza se não tivesse conhecido essas dois, poderia embarcar em uma campanha de difamação comum nas redes sociais. Fico feliz que Alice tenha recebido o carinho deste casal. Com certeza ela tem ferramentas para perceber o quanto existe complexidade no que nos apresentam como sendo o mal. Von Hetz shows the region for visitors on December 27, 2010 in Tepequem, Brazil

Por muitas vezes sobrevoei garimpos na Amazônia e por anos julguei essas pessoas de um único ponto de vista. Em dezembro de 2010, imprevistos nos impossibilitaram de acampar no Monte Roraima, o plano “B” nos levou a acampar no fundo de um quintal. Nossos anfitriões eram nada mais que casal de ex-garimpeiros de diamante. O carinho que recebemos me fez sentir vergonha dos meus julgamentos. Com certeza, se não tivesse conhecido essas dois, poderia embarcar em uma campanha de difamação comum nas redes sociais. Fico feliz que Alice tenha recebido o carinho deste casal. Com certeza ela tem ferramentas para perceber o quanto existe de complexidade no que nos apresentam como sendo o mal.

Uma frase tem me feito questionar a difusão do que consideramos noticia, que foi dita pelo naturalista, Edward O. Wilson e diz: “As pessoas preferem acreditar do que saber”.
Parece que esse princípio perpetua nas redes, ali tudo que chega até nós é tido como verdade absoluta e merecedora de compartilhamento.
Tenho medo desta relação, ou melhor, deste comportamento, onde pessoas acreditam que serão vistas com bons olhos, onde o indivíduo passa a mostrar seu comprometimento, indignação ou até mesmo inteligência ao compartilhar conteúdos que as tocam ou conhecida com seu modo de pensar, mesmo desconhecendo a procedência ou veracidade dos fatos.
Impossível deixar de olhar para minha filha de 10 anos e não temer o que ela vai considerar como uma fonte confiável, o que é verdadeiro, ou como uma notícia relevante, digna de ser compartilhada.

 

 

Rodrigo_Baleia_14-09-15_1767No inverno de 2015 Alice, carinhosamente chamada de “a naturalista”, por pesquisadores do Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos do Rio Grande do Sul participou de um projeto inédito com baleia franca (Eubalaena australis) no litoral do Brasil. Enquanto parte dos pesquisadores estavam no mar para acoplar sensores de telemetria nos animais, Alice ficou com a equipe de terra monitorando o deslocamentos dos animais.

 

As férias escolares chegaram, por coincidência, estou indo para o litoral cobrir o trabalho de pesquisadores.
Mais uma vez eu e ela vamos nos juntar a um grupo de pessoas que tenho um profundo respeito, onde o nível de conhecimento não é medido em postagens, e sim pela busca do entendimento e compressão. Onde a rede é sinônimo de biodiversidade, sinônimo de abraços, sinônimo de relação com o meio que evoluímos.
Sendo assim, uso outra frase de Edward O. Wilson para definir o que vamos fazer nesses breves dias de férias escolares: “Você me ensina, eu esqueço. Você me mostra, eu me lembro. Você me envolve, eu entendo.”

 

 

Alice caminha em direção a colônia de lobos marinho em Cabo Polônio, no Uruguai. Ela exibe com orgulho a mochila que lhe foi dada de presente por Elias Maio. Eu e Elias começamos uma amizade virtual através do Facebook em 2011, nunca tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente, mas nossa amizade é sempre citada para Alice como exemplo de como podemos usar as redes com seriedade.

Alice caminha em direção a colônia de lobos marinho em Cabo Polônio, no Uruguai. Ela exibe com orgulho a mochila Deuter que lhe foi dada de presente por Elias Maio. Eu e Elias começamos uma amizade virtual através do Facebook em 2011, nunca tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente, mas nossa amizade é sempre citada para Alice como exemplo de como podemos usar as redes com seriedade.

 

Quando deixei de admirar Sebastião Salgado

Quando deixei de admirar Sebastião Salgado

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Vista aérea da mina de ferro de Carajás ©Rodrigo Baleia 2015

Vista aérea da mina de ferro de Carajás ©Rodrigo Baleia 2015

 

São várias as críticas que estão sendo feitas na fan page de Sebastião Salgado.

Neste vídeo postado por Marko A Costa na fan page de Sebastião Salgado, o músico e produtor Benjamim Taubkin, fala sobre a perda da independência da cultura pela dependência do financiamento de empresas e de como a cultura fica mais dócil ao ter um patrocinador.

 

O comentário de Benjamim Taubkin é um belo exemplo sobre o posicionamento do fotógrafo Sebastião Salgado ao assumir a mitigação dos impactos socioambientais ocasionados pelo rompimento da barragem da mineradora Vale/Samarco.

É de senso comum o quanto somos tocados pelo trabalho e as falas de Sebastião Salgado. Ontem mesmo vi em um site de um grande jornal brasileiro se dirigir a ele como o maior fotógrafo do Brasil. Com um título como esse fica difícil se posicionar contra Sebastião Salgado.

Eu, como muitos, também era um admirador do trabalho e do posicionamento de Sebastião, mas isso foi mudando ao vê-lo, buscando a Vale para viabilizar seus projetos fotográficos. Toda e qualquer admiração que tinha por ele foi por água abaixo, ao vê-lo elevando o nome da mineradora em seus discursos em prol das causas socioambientais.

Por anos trabalhei na região norte do Brasil. Em minhas andanças, tomei conhecimento de um lado obscuro da mineradora Vale que iam desde ações do Ministério Publico Federal contra o envolvimento da mineradora com trabalho escravo até destruição da Floresta Amazônica.

Também tive a oportunidade de documentar a recuperação de uma área degrada pela exploração de minério da Vale. Esse trabalho me chamou atenção pois nunca havia visto um trabalho em uma escala tão gigantesca.

Nesta semana ao ver um amigo comentar que Sebastião Salgado estava no Jornal Nacional falando sobre a recuperação da região do rio Doce, eu logo me perguntei porque a ONG de Sebastião Salgado teria que assumir esse papel, quando a Mineradora Vale tem experiência de sobra neste assunto? Que nome seria mais forte para reparar o desgaste de imagem, consequência do rompimento de uma barragem, se não Sebastião, que saiu pelo mundo para falar de sua área recuperada com o financiamento da Vale?

Eu tenho sido relutante em acreditar que isso é real, mas quando vejo o rumo que isso vem tomando, uma única palavra vem em minha mente: greenwashing  (“maquiagem verde”). A maquiagem verde é usada por grandes companhias para encobrir problemas ambientais causados por elas mesmas.

Eu deixo de admirar aquele que o jornal se dirigiu como o maior fotógrafo brasileiro quando ele busca financiamento e discursa para elevar o nome de seu financiador, mesmo esse tendo atitudes tão dúbias e que neste caso foi responsável por centenas de mortes e pelo maior acidente ambiental brasileiro.

Digo que se hoje eu tivesse um livro de Sebastião Salgado, estaria levando o mesmo para livraria de onde comprei e pediria meu dinheiro de volta.

Minha admiração e devoção vai para todos os fotógrafos envolvidos na documentação e difusão desta tragédia no rio Doce.

Editando o egocentrismo.

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Eu estou sentando, ao meu lado está minha esposa e nossa filha. Diante de nós, uma mesma paisagem. Tudo indica que estamos compartilhando uma mesma experiência.  Mas um pequeno detalhe, cada um está fazendo a sua leitura a partir de diferentes lógicas. Sendo assim, vivenciaremos a mesma experiência de forma muito diferente.

Hoje tenho essa mesma sensação com a fotografia, que surge na vida de cada individuo em momentos diferente. Em diferentes períodos de evolução tecnológica e com diferentes objetivos de produção e difusão da imagem.

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Ed Kashium é um dos tantos profissionais da imagem que é possível encontrar no Instagram. A lista de nomes que sigo não é das maiores, mas são nomes dos quais tenho grande admiração e interesse.

Nem mesmo consegui digerir a informação de que minha Canon 10D se tornou uma peça de museu e já é possível fotografar apenas por um comando de voz para um óculos. More

Projeto multimídia usando iPhone 6 Plus para captação de imagens.

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Neste post compartilho imagens obtidas exclusivamente com o iPhone 6.
Estas imagens fazem parte de um projeto que tem como objetivo usar o Iphone 6 na captação de foto e vídeo para produção de conteúdo multimídia. As fotos foram feitas com iPhone Plus com a tela de 5,5” que é de grande ajuda na visualização das imagens durante a captação e para o tratamento no próprio aparelho.

IMG_2123Durante um churrasco de família consegui uma imagem que há décadas venho buscando: uma simples foto da minha  mãe, mas sem que ela tentasse se preparar para foto More

Em busca de baleias e golfinhos

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© 2014 Rodrigo Baleia

 
No ultimo mês de fevereiro atendi o convite feito pelo professor e pesquisador do Instituto de Oceanografia da USP, Dr. Marcos Cezar Santos para cobrir o trabalho que o Laboratório de Biologia da Conservação de Mamíferos Aquáticos (LABCMA) desenvolve no litoral de São Paulo. Compartilho neste post as imagens e um poscast que produzi durante a minha cobertura. Foram três dias a bordo de uma lancha pelo litoral sul de São Paulo, dia no mar e noite em terra onde o tempo era corrido para distribuir as imagens através da agência Folhapress. Três dias em que pude reviver minhas horas de embarque, onde pude me dedicar aos velhos e novos amigos, e mais uma vez compartilhar pequenas descobertas.

Diversity of cetaceans along the State of São Paulo – Images by Rodrigo Baleia

Sob nova direção

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RodrigoBaleia120313-003-1197

Fiquei  preocupado com o comunicado de que a Editora Abril não iria mais manter em seu site os blogs dos colaboradores da National Geographic Brasil.  Esse sempre foi um importante canal de comunicação entre os fotógrafos e os More

Impressões sobre o gravador de áudio digital Zoom H6

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Zoom H6 operando com microfone Mitra 3D Mic Pro, Mitra Beamer Pro e o modelo X/Y em três diferentes trilhas de áudio. Vale citar que esse modelo opera com quatro pilhas AA e prevê uma autonomia de 20 horas

Zoom H6 operando com microfone Mitra 3D Mic Pro, Mitra Beamer Pro e o modelo X/Y em três diferentes trilhas de áudio. Vale citar que esse modelo opera com quatro pilhas AA e prevê uma autonomia de 20 horas

Quando decidi voltar a Porto Alegre, eu sabia que o ritmo do trabalho seria outro. Então pensei em dar continuidade a um projeto pessoal que tem como objetivo levar fotógrafos amadores e profissionais iniciantes para campo. More

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