National Geographic: 125 anos de descobertas científicas

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Creio ser impossível pensar nos 125 anos que National Geographic está completando sem que venha na minha cabeça a trilha sonora composta por Elmer Bernstein para os documentários da Society exibidos na TV.

Esta música até hoje me remete a casa do meu avô, onde esses documentários eram a exceção. A regra era não ver TV. Essa atitude do meu avô era considerada radical por muitos, mas hoje reconheço que ele estava apenas fazendo uma edição. E tal edição alimentou em mim um sentimento comum a todos os seres humanos, a curiosidade e a biofilia.

É de senso comum ouvir elogios sobre a qualidade das matérias produzidas pela revista bem como dos documentários. E não é por menos que a revista sirva de inspiração para muito profissionais da imagem até hoje.

Mas o que me deixa mais emocionado é poder ouvir de pesquisadores, muitos já no pós-doutorado, falando que escolheram sua profissão devido aos trabalhos publicados ou exibidos pela National Geographic Society. Quando a conversa se estende, é impossível deixar de ouvir as tentativas de reprodução da música tema.

Quando escuto essas histórias, percebo o quanto a Society vem cumprindo o seu papel. Em mim, a revista semeou a curiosidade científica que, posteriormente, transformou-se em uma vontade de compartilhá-la.

Consegui tornar essa vontade possível através da fotografia do trabalho que pesquisadores do Grupo de Estudo de Mamíferos Aquáticos do Rio Grande do Sul vinham desenvolvendo no litoral norte do estado.

Para outros tantos,  a revista também semeou, além da curiosidade, a necessidade de explorar, de descobrir e compreender, e principalmente de proteger.

Nestes 125 anos de National Geographic eu só poderia desejar que mais pessoas pudessem se juntar para dar continuidade aos próximos 125 anos de descobertas científicas, do entendimento sobre nossa própria espécie e às demais que constituem a frágil teia de vida que cobre nosso planeta. E que muitos outros profissionais possam cada vez mais se utilizar das novas ferramentas para dar segmento e honrar o que foi proposto pelos fundadores da National Geographic Society: “Ampliação e a difusão dos conhecimentos geográficos.”

Há alguns meses fui convidado pelo pesquisador Salvatore Siciliano (esquerda) da Fundação Osvaldo Cruz para participar e documentar uma expedição multidisciplinar realizada pelo Grupo de Estudos e Mamíferos Aquáticos da Amazônia do Museu Emilio Goeldi.
Há alguns meses fui convidado pelo pesquisador Salvatore Siciliano (esquerda) da Fundação Osvaldo Cruz para participar e documentar uma expedição multidisciplinar realizada pelo Grupo de Estudos e Mamíferos Aquáticos da Amazônia do Museu Emilio Goeldi.
Sair de casa para explorar o mundo foi algo que sempre me causou inquietude. Mas nunca haviam me dito o quanto pode ser recompensador se juntar a um grupo de pessoas com quem você nunca teve contato.
Sair de casa para explorar o mundo foi algo que sempre me causou inquietude. Mas nunca haviam me dito o quanto pode ser recompensador se juntar a um grupo de pessoas com quem você nunca teve contato.
Transpor obstáculos em prol de um objetivo comum faz você criar laços com indivíduos da mesma espécie.
Transpor obstáculos em prol de um objetivo comum faz você criar laços com indivíduos da mesma espécie.
Caminhar, caminhar e caminhar cerca 32 quilômetros na praia. Um tempo em que você se permite viver as pessoas do grupo. Ali, o compartilhamento é muito mais profundo do que o habitual das redes sociais. Ali não existe “fechar a janela de conversa” e exercitar as relações humanas faz parte do dia a dia.
Caminhar, caminhar e caminhar cerca 32 quilômetros na praia. Um tempo em que você se permite viver as pessoas do grupo. Ali, o compartilhamento é muito mais profundo do que o habitual das redes sociais. Ali não existe “fechar a janela de conversa” e exercitar as relações humanas faz parte do dia a dia.
Hoje, deitado no chão da sala ou caminhando com minha filha até a escola, tento passar para ela o quando devemos viver cada momento, cada pessoa. Devemos caminhar juntos, e quando caminhamos com um grupo que tenha objetivos em comum tudo será mais fácil. Sempre tendo em mente que devemos fazer valer os passos dados por nossos antepassados. Costumo brincar dizendo que “devemos honrar os passos dados por "Lucy” (Australopithecus afarensis).
Hoje, deitado no chão da sala ou caminhando com minha filha até a escola, tento passar para ela o quando devemos viver cada momento, cada pessoa. Devemos caminhar juntos, e quando caminhamos com um grupo que tenha objetivos em comum tudo será mais fácil. Sempre tendo em mente que devemos fazer valer os passos dados por nossos antepassados. Costumo brincar dizendo que “devemos honrar os passos dados por “Lucy” (Australopithecus afarensis).

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